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Quem está com planos de trocar de moto ou carro tem encontrado preços pouco atrativos no mercado. Além do aumento em vários produtos básicos, como alimentos e combustível, bens duráveis estão sendo atingidos pela inflação oficial que bate recordes. 

A inflação geral de setembro ficou em 1,16%, enquanto que, no mesmo mês do ano anterior, o índice era de 0,64%.  Segundo dados do IBGE divulgados no G1, a taxa atual é a maior desde a criação do Plano Real, quando o IPCA atingiu 1,53%. 

No caso dos veículos, o aumento foi de 1,58% para carros novos e 1,60% para usados. Por sua vez, as motocicletas ficaram 0,63% mais caras.

Inflação tem gerado preocupação de brasileiros 

Ao lado das preocupações com o contágio pelo novo coronavírus, já faz um tempo que os brasileiros estão enfrentando dificuldades na hora de fazer compras. Porém, eles não estão sozinhos. Por conta do avanço nos preços de várias commodities e pela diminuição de oferta - de alimentos, por exemplo - consumidores de todo o mundo estão sentindo no bolso a crise. 

No caso da alimentação, ela foi uma das primeiras a ser impactada e sentida no Brasil. A carne, que é a principal proteína consumida, aumentou mais 30% em um ano. Por sua vez, o frango passou a custar cerca de 40% mais. No entanto, como antes tinha um valor menor, em muitos casos, ainda é uma opção mais acessível. 

Um kilo de carne bovina está saindo por R$ 30 aproximadamente nos principais mercados, como Extra e Carrefour. Já um pacote do mesmo tamanho, mas de coxinha de frango, sai por R$ 13. 

Outro alimento que tem se destacado é o ovo. Tanto que os brasileiros se tornaram recordistas no consumo do alimento. Independentemente se por gosto ou economia, o fato é que agora cada pessoa come mais de 240 ovos por ano.

Veículos impactados pela crise 
O setor de veículos também está sentindo o baque dos preços altos. No caso das motocicletas, o valor está em ascensão há 10 anos e já chega a mais de 106. Em 2011, era possível encontrar um modelo médio por R$ 8 mil. Atualmente, o mesmo sairia por R$ 17 mil.

A Honda Pop segue como o modelo mais barato, porém, o que antes valia R$ 4.200, hoje está R$ 9.100. Mesmo com esse aumento expressivo, as motocicletas estão sendo vistas como uma alternativa aos carros, já que o combustível está mais caro.

De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), a venda de motos cresceu e pode fechar o ano com alta de 23%. Isso ocorre porque a manutenção de uma motocicleta é mais econômica do que a de um carro. 

No caso dos automóveis, os preços também não estão atraentes. Mesmo modelos básicos estão saindo de fábrica com valores assustadores para grande parte dos brasileiros. Uma das últimas novidades foi o anúncio da Volkswagen de que o Gol com configuração básica e motor 1.0 partirá dos R$ 65 mil. Já a versão 1.6 chegará ao mercado por R$ 72 mil. Vale notar que o veículo sempre foi sinônimo de popular. 

Mesmo para quem já possui um veículo, a manutenção tem pesado no bolso. Além de serviços de revisão, as próprias peças estão custando mais, por conta da alta nas matérias-primas.

Os pneus são um exemplo disso. No ano passado, um modelo de aro 13 era encontrado por R$ 200 em média. Em 2021, o mesmo pode ser visto entre as ofertas do Atacadão, Extra, Carrefour e outros mercados por mais de R$ 300. Nesse caso, o aumento tem sido causado por conta da alta do dólar e da borracha no mercado internacional. Nas ofertas do Atacadão desta semana, por exemplo, o Pneu da marca Pirelli está em oferta e custando R$ 319,00 a unidade, e que passa a ser uma boa opção de economia para o consumidor que deseja trocar os pneus do seu carro.  

Como se percebe, o consumidor está tendo que colocar na balança o custo e o benefício do que deseja. Seja para se alimentar ou pilotar, é necessário avaliar o que pode custar e gerar menos custos a médio prazo. Assim como os brasileiros estão mudando a dieta, para fugir do preço da carne bovina, muitos estão preferindo usar moto do que carro, tanto pelo valor do veículo quanto para economizar combustível.